segunda-feira, 28 de março de 2011

REBELIÃO

Onde antes existia um coração agora já não sei o que existe.
Saiu e o que deixou em seu lugar é frio, seco, sem vida e amargo.
Deve ter levado consigo o que antes existia.
Todos estavam tão bem guardados, eu os tinha arrumado todos em seu devido lugar, organizados.
Por que enfim ele o tinha que roubá-los?
Será que permiti?
Será que sou a culpada por tê-los perdidos?
Será que não guardei em lugar ideal o caráter, a moral a dignidade?
E deixei que fossem roubados dando mais primazia a fragilidade e a insegurança?
Deveria tê-los colocados mais atrás e a frente de todos para que não fugissem, o amor, a fidelidade e a força que esses possuem.
A fraqueza lutou e passou a frente de todos trazendo consigo a desconfiança e a raiva, o desprezo e a vingança maldita
Sentimentos?
Como organizá-los dentro de um tão frágil coração?
Coração, eu tinha como forte, puro engano, como pôde se influenciar por tais sentimentos?
Por que caiu na tentação se juntou a fraqueza quebrando meu doce e suave caráter, e deixando abaixo uma tão grande personalidade. Como venceu?
Não soube arrumá-los, a fraqueza venceu a força, a infidelidade sorriu da fidelidade e o caráter resolveu que não mais seria um bom caráter.
Desconheço meus sentimentos, em rebelião eles lutaram dentro de mim e me sinto derrotada.
Procuro meu coração e não encontro fugiu e levou consigo meus sentimentos.
Procuro o amor e o vejo tão distante que não o reconheço me deixou sem ao menos se despedir.
Fugiu como um amante às escondidas e me deixou sem o mais nobre dos sentimentos.
Amar.
Vontade de estar e querer bem a alguém.
Não sinto.
Se foi e por sua vez deve ter convidado o carinho pra lhe fazer companhia.
Carinho.
A sensação de bem estar ao tocar.
Não sinto
Para fazer companhia aos amigos deve ter ido com eles a Paixão, essa apesar de volúvel é necessária, faz o sangue ferver, o coração bater e a respiração acelerar.
Paixão.
Sentimento incontrolável de querer.
Não sinto.
E assim por ser volúvel e sem se importar em como poderia me deixar à paixão deve ter convidado o desejo.
Desejo.
Prazer mais material e carnal que espiritual de ter alguma coisa ou alguém.
Um grande aliado de todos os outros sentimentos, pois sem ele nada tem sentido, desde que precisamos querer, desejar para conseguirmos quaisquer um dos outros, mas esse fugindo tudo parece perder o valor.
Desejo.
Não sinto
Entre tantos sentimentos o que mais levou o coração quando me deixou sem avisar de sua partida? Deve ter ficado em seu lugar, algo que me leve a meditar em tudo que está acontecendo e tente agir, tomar providencias.
Se não fosse assim, estaria morta.
E não estou.
O que então ficou em seu lugar?
Algo que não concordando com a rebelião, resolveu se esconder no meu âmago
Conseguiu ficar tão quieto, tão sossegado esperando apenas o momento adequado de dizer que não me deixaria jamais.
E ficando tão passivo em seu silêncio não posso enxergá-lo, preciso que saiba que estou em luta, estou reagindo a tudo isso... Estou VIVA!
Posso não vê-lo em seu esconderijo talvez de medo, receio de não ser aceito, ou talvez indignação por ter sido esquecido entre tantos sentimentos fracassados.
Posso sentir que se encontra em meu peito e que tomou o lugar simplesmente rejeitado do meu covarde coração.
Vejo que aquilo que pensei frio.
É o que tem me aquecido.
Seco.
Na verdade molha-me junto com minhas lágrimas.
Sem vida.
Realmente não morre jamais.
Amargo.
Nunca poderia ser tão doce.
Nunca poderia abandonar-me porque simplesmente é o que me faz sentir...
ESPERANÇA!

SOL.Sunshine

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