sábado, 24 de março de 2012

ASSAS CORTADAS!


 Sufocada
Um grito preso a garganta
Um grito que não pode sair
Fechado dentro do meu peito
Sofro
Sofro o encalço de amor doentio
Sofro como pássaro que tem suas assas cortadas.
Fecho-me em um casulo denso.
E espero a noite chegar onde posso abrir por alguns instantes os olhos
Escuto o silêncio como conselheiro na madrugada
Mato minha sede em lágrimas salgadas
Um soluço exasperado quebra o silêncio mórbido
E percebo que ainda sobrevivo.
Afronto à insistência.
Resisto à teimosia
E mesmo enfraquecida pela dor
E mesmo abatida pelas investidas da vida
        Não me entrego não me dou por vencida!
Luto pela liberdade a ser conquistada
Pelejo pelo direito ao livre arbítrio.
Pela escolha de poder sonhar
Pela necessidade de continuar a voar!

SOL.Sunshine

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